Este ano a música britânica está a ser invadida por uma horda feminina como há muito não se via. Exemplos não faltam: Little Boots , La Roux, VV Brown, Bat for Lashes e Florence and the Machine, só para mencionar algumas.
Todas elas (umas mais que outras) tinham sobre os ombros o peso das expectativas criadas, mas poucas como Florence Welche e a banda que a acompanha, a Machine.
Nomeada para o muito prestigiante “The Sound of…”, Florence teve de se esforçar para criar algo que correspondesse às expectativas criadas. E assim, com certo negrume lirico e a preciosa orientação de James Ford (nada mais nada menos que o produtor dos Arctic Monkeys e Klaxons, além de metade dos Simian Mobile Disco), nasceu “Lungs”.
À primeira audição, “Lungs” é uma estreia surpreendente, muito graças à densidade instrumental (pouco típica para um álbum de estreia) de faixas como “Drumming Song”, “Rabbit Heart (Raise it Up) e “Blinding”. Harpas (pelo menos parece), sintetizadores, pianos guitarras, baixos, percussão, coros … todos os pormenores e mais alguns! E depois temos a relativa simplicidade de “Kiss With a Fist” e “Girl with one eye”. E enquanto no primeiro caso a voz tão característica de Florence é apenas mais alguma coisa que lá está no meio, no segundo caso ela é o destaque principal, o que acaba por dotar as musicas com uma beleza natural, ao contrário da artificialidade e excessos que povoam o resto desta estreia.
Basicamente, os Florence and the Machine deram aos críticos o que eles pediram: uma estreia grandiosa. E eles deliciaram-se. Mas tal como uma árvore de Natal gigante, é espantosa à primeira vez, e as seguintes já não são nada de especial.
Nota: 3,5/5

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